Principal lição da Psicologia Financeira de Morgan Housel

Para o sucesso financeiro, seu comportamento é mais importante que sua habilidade.
A premissa do livro é que o sucesso financeiro tem menos a ver com inteligência e muito mais a ver com o comportamento. E a forma como alguém se comporta é uma coisa muito difícil de se ensinar, mesmo para pessoas bastante inteligentes.
Assim para ilustrar essa ideia, o autor destaca que, no mercado financeiro, um gênio que não consegue controlar suas emoções pode ser um desastre financeiro. Em contrapartida, alguém comum, sem educação financeira, pode ter grande sucesso financeiro, desde que tenha algumas habilidades comportamentais não relacionadas aos métodos tradicionais de inteligência.
A fim de exemplificar essa afirmação, o Morgan conta a história Ronald James Read, uma pessoa comum, que foi frentista e faxineiro, e acabou se tornando um filantropo, após conseguir grande riqueza como investidor, deixando alguns milhões de dólares em doação para o hospital e para a biblioteca de sua cidade.
Ele foi a primeira pessoa de sua família que concluiu o ensino médio e necessitava de carona todos os dias para chegar à escola. Passou 25 anos consertando carros e 17 anos varrendo o chão de uma grande rede de lojas de departamentos. Comprou sua casa aos 38 anos de idade e viveu nela pelo resto da vida.
O Sr. Read morreu em 2014, aos 92 anos de idade e foi após esse momento que ele ganhou “fama”, porque, naquele ano, segundo o autor, 2.813.503 pessoas morreram nos EUA. Menos de 4 mil dessas pessoas tinham patrimônio líquido superior a 8 milhões de dólares quando faleceram e o Sr. Read estava nesse grupo seleto.
Dessa maneira, o que pode te deixar surpreso é como alguém com uma vida tão simples e comum como a dele poderia alcançar tamanha riqueza. Diferente do que a maioria pode pensar, não há nenhuma história secreta. Nada de bilhete de loteria ou herança. Ele apenas guardou o pouco que podia, montando um carteira de investimentos com ações de grandes empresas e fez isso repetidas vezes ao longo dos anos e esperou até que o patrimônio alcançasse o patamar de 8 milhões de dólares. Simples assim.
Sem saber, o Sr. Read aplicou a famosa frase do famoso investidor Charlie Munger, a qual diz que o grande dinheiro (ou dinheiro de verdade) não está na compra e na venda, mas sim na espera”.
Esse comportamento parece simples, mas extremamente difícil de realizar. Porque investir por tanto tempo, resistindo a todas as crises financeiras que ocorreram ao longo dessas décadas de investimento, sem vender uma única ação e, dependendo, até comprando mais, é um comportamento que pessoas consideradas “mais inteligentes” ou “melhor instruídas” normalmente não conseguem fazer.
Além disso, o mais interessante é uma outra história que o Morgan Housel conta, em contraponto a do Sr. Read, que aconteceu alguns meses antes. Richard Fuscone, um alto executivo, era tudo que o Sr. Read não era. Ele teve uma ótima formação em Havard, com direito a pós-graduação, e uma ótima carreira em um grande banco, o Merrill Lynch. Como consequência, se aposentou aos 40 anos. Quando em atividade, chegou a ser eleito pela revista Crain, especializada em negócios, como um dos 40 empresários de sucesso com menos de 40 anos.
Diferentemente do Sr. Read, Fuscone fez um grande empréstimo em meados dos anos 2000, para expandir sua mansão de mais de 1,5 mil metros quadrados, em Connecticut, a qual tinha onze banheiros, dois elevadores, duas piscinas e sete garagens, o que gerava um custo de manutenção de 90 mil dólares mensais. Em 2008, veio a crise financeira do mercado hipotecário americano, afetando as finanças de quase todo mundo, e, aparentemente, transformou o dinheiro do Sr. Fuscone em pó. As dívidas altas e ativos sem liquidez, o levaram à falência.
O Sr. Fuscone declarou a um Juiz de falências, em 2008, que não possuía mais nenhuma fonte de renda. Após isso, perdeu a primeira de suas casas em uma execução judicial. Em 2014, foi a vez da mansão que ele havia expandido. Cinco meses antes do Sr. Read falecer e deixar sua fortuna para a caridade, a mansão do Sr. Fuscone foi vendida em um leilão de execução hipotecária por um valor 75% abaixo do laudo de avaliação feito por uma seguradora.
É nesse momento que podemos destacar o quanto o mercado financeiro é democrático. Essas duas histórias enfatizam essa ideia. O Sr. Read era paciente, o Sr. Fuscone, mais ganancioso. Esse comportamento diferente foi suficiente para que a diferença entre a formação e a experiência de mercado deles se tornasse irrelevante.
O ponto não é que você deva ser mais como o Sr. Read e menos como o Sr. Fuscone, apesar de não ser um conselho ruim. Mas a principal conclusão aqui é que, provavelmente, apenas no mercado financeiro, uma pessoa sem diploma universitário, sem treinamento, sem experiência formal e sem conexões pode superar de forma relevante alguém com melhor educação, melhor treinamento e melhores conexões.
Em nenhuma outra área você verá um faxineiro superar um médico cirurgião, um engenheiro, um arquiteto, um físico, e por aí vai. Só consigo imaginar isso possível no mercado financeiro. Dito de outra forma, o sucesso financeiro não é uma habilidade técnica. É uma habilidade pessoal, na qual o seu comportamento é mais importante do que o seu conhecimento.
O Poder dos Juros Compostos e o efeito bola de neve

Existe uma ideia equivocada de que, no dia a dia, lidamos apenas com juros simples, já que mudanças financeiras costumam ser percebidas aos poucos. No entanto, a verdade é que os juros compostos estão presentes na maioria das operações financeiras e são responsáveis por transformar pequenas quantias em grandes fortunas ao longo do tempo. Não é à toa que existe uma frase frequentemente atribuída a Albert Einstein, a qual chama os juros compostos de “a oitava maravilha do mundo”.
Se você deseja acumular riqueza de forma sustentável, é essencial entender e aproveitar o poder dos juros compostos e o efeito bola de neve.
Juros simples x juros compostos: qual a diferença?
Para entender melhor a força dos juros compostos, vamos comparar com os juros simples por meio de um exemplo prático:
- Juros Simples: O cálculo é feito apenas sobre o valor inicial (chamado de principal). Suponha que você empreste R$ 1.000,00 a uma taxa de 10% ao ano. Após oito anos, receberá R$ 1.800,00.
- Juros Compostos: O cálculo leva em conta os juros acumulados de períodos anteriores. No mesmo exemplo, com juros compostos de 10% ao ano, o valor final após oito anos seria de R$ 2.143,59.
A diferença pode parecer pequena no curto prazo, mas, ao longo do tempo, essa disparidade cresce exponencialmente. Se o prazo fosse de 30 anos, o valor acumulado nos juros compostos seria cerca de cinco vezes maior (R$ 16.449,40) do que nos juros simples (R$ 3.000,00)!
Caso você queira brincar com esses número, utilize a calculadora de juros compostos aqui do site.
Por que começar a investir cedo faz toda a diferença?
A maior lição aqui é simples: quanto antes você começar a investir, melhor. O tempo é um dos principais aliados dos juros compostos. Quanto mais tempo seu dinheiro puder ficar investido, maior será o impacto do efeito exponencial, formando uma verdadeira bola de neve.
Além disso, é fundamental tomar decisões bem fundamentadas. Assim como os juros compostos podem multiplicar seu dinheiro, escolhas erradas também podem comprometer seu patrimônio. As dívidas contraídas e não pagas também crescem a juros compostos, o que pode ocasionar uma bola de neve contra você.
Warren Buffett e o exemplo vivo dos juros compostos
Um dos maiores investidores de todos os tempos, Warren Buffett, é um exemplo prático do poder dos juros compostos. Ele começou a investir aos 11 anos e manteve uma estratégia consistente ao longo das décadas. Qual foi o resultado? A maior parte da sua fortuna foi acumulada depois dos 50 anos.
Desde 1965, sua empresa, a Berkshire Hathaway, apresentou uma rentabilidade anual composta de 22%, superando de longe os 10,2% do S&P 500 no mesmo período. Isso significa que um investimento de R$ 1.000,00 ao ano com o mesmo rendimento de Buffett, após oito anos, chegaria a aproximadamente R$ 4.907,71 – mais que o dobro do que renderia com juros compostos de 10% ao ano (R$ 2.143,59).
Inicialmente, não parece algo grandioso quando olhamos para o exemplo acima, usando a rentabilidade do maior investidor de todos os tempos. Mas quando a aplicamos por um período mais longo, podemos ver o quanto ela é poderosa. Para ilustrar, vou citar um trecho do livro “A Psicologia Financeira”:
“Enquanto escrevo essas linhas, o patrimônio líquido de Warren Buffett é de 84,5 bilhões de dólares. Desse total, 84,2 bilhões foram ganhos depois de ele completar 50 anos.”
É difícil, como o próprio livro cita, “lidar com tais absurdos”. O efeito exponencial dos juros compostos não é facilmente assimilado pelo nosso cérebro. Para enfatizar ainda mais o efeito do tempo, o livro nos fornece uma outra perspectiva.
O patrimônio original de Warren Buffett era de 1 milhão de dólares aos 30 anos de idade.[…] Mas e se fosse de apenas 25 mil e ele tivesse a mesma rentabilidade e parado de investir aos 60 anos? Qual seria uma estimativa aproximada de seu patrimônio líquido? Não, não seria de 84,5 bilhões de dólares. Seria de 11,9 milhões.
Ou seja, 99,9% menos do que hoje o patrimônio líquido real dele hoje…[..]
A conclusão: Warren Buffett é um investidor excepcional, mas é inegável que o seu maior segredo é o tempo.
Como aproveitar os juros compostos ao máximo?
Se você quer colocar essa estratégia em prática e deixar os juros compostos trabalharem a seu favor, siga algumas diretrizes:
- Invista o quanto antes: o tempo é o maior impulsionador dos juros compostos.
- Seja consistente: pequenos aportes regulares fazem toda a diferença.
- Escolha investimentos sólidos: empresas com vantagens competitivas e boas perspectivas garantem retornos duradouros.
- Reinvista seus rendimentos: quanto mais reinvestir, maior será o efeito exponencial.
- Tenha paciência: o grande potencial dos juros compostos só se revela no longo prazo.
Conclusão
Os juros compostos são uma ferramenta poderosa para a construção de riqueza, mas exigem tempo, disciplina e estratégia. Quanto antes você começar a investir e tomar decisões acertadas, maior será o impacto positivo no seu patrimônio.
O segredo? Persistência e visão de longo prazo. Comece hoje e permita que o poder dos juros compostos e o efeito bola de neve trabalhe a seu favor!
Por que viver um degrau abaixo no longo prazo é muito poderoso
Por que viver um degrau abaixo?

Em um mundo onde o consumo desenfreado e a ostentação são muitas vezes celebrados, a ideia de viver um degrau abaixo do que sua renda permite pode parecer contraintuitiva. Porém, essa postura financeira, especialmente quando aplicada a longo prazo, tem o poder de transformar não apenas sua estabilidade financeira, mas também a forma como você encara a vida e seus objetivos. Viver um degrau abaixo no longo prazo é uma estratégia inteligente e eficaz para alcançar a liberdade financeira.
O que significa viver um degrau abaixo?
Viver um degrau abaixo consiste em adotar um estilo de vida que fica um aquém do que sua renda permitiria. Seria, por exemplo, você ganhar 5 mil e viver com 4 mil, ou se seu orçamento mensal comporta confortavelmente um carro novo, você opta por um usado. Se você puder morar em um apartamento maior, escolha um mais modesto. A ideia é gastar menos do que você pode, criando uma margem financeira que será fundamental para sua segurança e crescimento a longo prazo.
O objetivo dessa estratégia é que você não precise maximizar seu consumo só porque sua renda permite. Ao invés disso, você usa essa margem de sobra para poupar, investir, se divertir e garantir um futuro com maior liberdade financeira.
Por que essa estratégia funciona no longo prazo?
Acumulação de Riqueza
Uma das maiores vantagens de viver um degrau abaixo é a capacidade de acumular riqueza ao longo do tempo. A diferença entre o que você ganha e o que gasta, investido em ativos de forma inteligente, como renda fixa, ações, fundos imobiliários, dentre outros. Com o tempo, esses investimentos podem valorizar significativamente, aumentando seu patrimônio e oferecendo mais segurança no futuro.
Proteção contra imprevistos
A vida é cheia de imprevistos: crises econômicas, desemprego, problemas de saúde, acidente de carro, e outras emergências podem surgir a qualquer momento. Viver um degrau abaixo cria uma segurança financeira que permite lidar com esses imprevistos sem comprometer drasticamente seu estilo de vida. Em vez de recorrer a empréstimos ou acumular dívidas, você pode usar suas economias para enfrentar essas situações de forma mais tranquila.
Redução do estresse financeiro
Uma vida financeira no limite pode gerar estresse constante. Qualquer despesa inesperada pode causar ansiedade e desestabilizar seu orçamento. Ao viver um degrau abaixo, você reduz esse estresse, pois sabe que tem uma folga financeira. Essa tranquilidade mental é inestimável, permitindo que você aproveite a vida sem preocupações constantes sobre dinheiro. Além disso, você estará mais apto para poder pagar por mais lazer e diversão, sem a culpa por estar gastando além do que deveria.
Liberdade de Escolha
Viver um degrau abaixo também proporciona maior liberdade de escolha no futuro. Com uma reserva financeira sólida e investimentos crescentes, você não está preso a um emprego ou situação que não lhe agrada. Você pode optar por trabalhar menos e desenvolver um trabalho paralelo que você goste, mudar de carreira ou até mesmo se aposentar mais cedo. Essa liberdade é um dos maiores benefícios de poupar e investir de forma inteligente o excedente financeiro.
Como adotar essa estratégia no longo prazo
Defina um estilo de vida que seja sustentável
Para viver um degrau abaixo, você precisa definir um estilo de vida que você consiga manter a longo prazo. Isso significa fazer escolhas conscientes, mais racionais, sobre onde e como você gasta seu dinheiro. É importante encontrar um equilíbrio entre viver confortavelmente e não ceder ao desejo de gastar excessivamente só porque você pode ou porque outras pessoas, em tese de mesmo nível financeiro que você, estão gastando.
Estabeleça metas financeiras de longo prazo
Metas são extremamente importantes para manter o foco. Quer se trate de comprar uma casa, financiar a educação dos filhos, fazer uma grande viagem, ou uma aposentadoria confortável, saber o que você deseja alcançar ajudará a justificar a escolha de viver abaixo de suas possibilidades. Essas metas servirão como motivação para continuar economizando e investindo ao longo do tempo.
Invista em educação financeira
Educar-se financeiramente é importantíssimo para tomar decisões melhores e maximizar o potencial de suas economias. Aprender sobre diferentes tipos de investimentos e planejamento financeiro permitirá que você use seus recursos da melhor forma possível. Isso pode incluir desde cursos online, livros, pós-graduação, ou até contratação de consultores financeiros ou planejadores financeiros para auxiliá-lo nessa jornada.
Reveja e ajuste seu plano regularmente
A vida e as finanças estão em constante mudança, por isso, é importante revisar e ajustar seu plano periodicamente. À medida que sua renda cresce ou suas circunstâncias mudam, você pode decidir aumentar sua margem de poupança, diversificar seus investimentos ou até mesmo reavaliar suas metas de longo prazo, aumentando seu custo de vida, se já tiver um bom patrimônio acumulado.
Conclusão
Viver um degrau abaixo no longo prazo é uma estratégia inteligente para construir segurança e liberdade financeira. Ao optar por um estilo de vida que prioriza um o futuro, sem abrir do presente, você não só acumula riqueza, mas também ganha tranquilidade e a liberdade de fazer escolhas significativas ao longo da vida. Embora possa exigir disciplina e paciência, os benefícios dessa atitude são inestimáveis.
Portanto, essa estratégia não é sobre privação, mas sobre controle e planejamento. O dinheiro que você ganha não é para pagar apenas as contas do mês, mas para pagar as contas da vida. É sobre tomar as rédeas de sua vida financeira e garantir que, independentemente das circunstâncias externas, você está preparado e no caminho certo para alcançar seus objetivos. Ao viver um degrau abaixo, você constrói não só um futuro mais seguro, mas também uma vida mais equilibrada e feliz.
Financiamento imobiliário vale a pena? Um guia para decidir

Na compra do imóvel próprio é um dos maiores sonhos dos brasileiros e a maneira mais conhecida de realizá-lo é por meio do financiamento imobiliário. Mas afinal, vale a pena financiar um imóvel hoje? Bem, a decisão de optar pelo financiamento imobiliário deve ser tomada com cautela, considerando os prós e contras dessa modalidade de compra. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente se o financiamento imobiliário vale a pena. Vamos abordar desde o funcionamento do financiamento até às vantagens e desvantagens, além de dicas para tomar a melhor decisão.
Como funciona o financiamento imobiliário?
Ele nada mais é do que um empréstimo concedido por instituições financeiras para a compra de um imóvel. O comprador obtém o valor que precisa para a aquisição do imóvel e se compromete a pagar o montante total em parcelas mensais, acrescidas de juros e outras taxas, ao longo de um período determinado, que normalmente varia de 10 a 35 anos.
Quais os tipos de financiamento existentes?
- Sistema Financeiro da Habitação (SFH):
– Destinado a imóveis de até um determinado valor (varia conforme a legislação vigente).
– Taxas de juros limitadas por lei.
– Possibilidade de uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para amortização do saldo devedor.
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Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI):
– Não possui limite de valor para o imóvel.
– Taxas de juros mais altas e não regulamentadas.
– Maior flexibilidade nas condições de financiamento.
- Minha Casa Minha Vida/Casa Verde e Amarela:
– Programas governamentais voltados para a população de baixa renda.
– Subsídios e condições facilitadas de pagamento.
Quais as principais vantagens do financiamento imobiliário?
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Aquisição imediata
A principal vantagem do financiamento imobiliário é a possibilidade de adquirir o imóvel imediatamente sem precisar esperar anos para juntar o valor total. Isso é extremamente importante para quem ainda não possui reservas financeiras de grande valor, mas deseja sair do aluguel ou ter uma casa própria.
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Planejamento financeiro
O financiamento permite um planejamento financeiro mais previsível, pois as parcelas mensais são fixas ou decrescentes, a depender do sistema de pagamento utilizado, se PRICE ou SAC, e são reajustadas de acordo com índices previamente acordados, em grande parte pela TR (taxa referenciada). Isso facilita o controle do orçamento familiar e evita surpresas desagradáveis que o aluguel proporciona, como a venda inesperada pelo proprietário do imóvel que você está alugando, por exemplo.
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Valorização do imóvel
Imóveis tendem a valorizar ao longo do tempo, pelo menos corrigindo a inflação do período, especialmente os imóveis com localização e infraestrutura e localizados em locais que tendem a ter um bom crescimento econômico. Ao adquirir um imóvel financiado, você pode se beneficiar dessa valorização, aumentando seu patrimônio.
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Uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)
No caso do SFH, é possível utilizar o FGTS para dar entrada, abater parte do saldo devedor ou pagar parcelas do financiamento. Isso pode reduzir significativamente o valor total pago pelo imóvel. Além do mais, como o FGTS é de uso muito restrito e seu rendimento é 3% a.a corrigido pela TR, poder sacá-lo e utilizar na aquisição da casa própria pode ser um de grande valia. Como o imóvel tende a valorizar pelo menos a inflação ao longo do tempo, o que, no Brasil, em média, ela é superior a 4-5%, o valor que estaria parado rendendo 3% no FGTS, estaria “aplicado” em sua casa própria.
Condições facilitadas
Já que o financiamento é uma modalidade de empréstimo em que o imóvel objeto do financiamento é dado em garantia pelo empréstimo, as instituições financeiras oferecem condições facilitadas para o financiamento, como taxas de juros atrativas e prazos longos para pagamento. Isso acontece porque caso você não consiga arcar com as prestações do financiamento, o banco pode exigir que você saia do imóvel e ele fará a venda do imóvel por meio de leilão, a fim de quitar o saldo devedor restante. Dessa forma, tendo o imovel como garantia, os juros cobrados nos financiamentos habitacionais acabam sendo menores do que em um empréstimo normal, que não possue essa garantia real.
Desvantagens de financiar um imóvel
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Custo efetivo total elevado
Uma das maiores desvantagens do financiamento imobiliário é o combo juros + longo prazo. Mesmo que as taxas de juros do financiamento sejam menores do que as dos empréstimos tradicionais, ao longo de 20 ou 30 anos, os juros acumulados podem duplicar ou até triplicar o valor inicial do imóvel.
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Endividamento de longo prazo
O financiamento imobiliário é um compromisso de longo prazo, muitas vezes de 20 a 30 anos. Esse comprometimento pode limitar a capacidade de contrair outras dívidas ou realizar investimentos importantes durante esse período.
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Risco de desvalorização
Embora a valorização do imóvel seja um benefício potencial, existe também o risco de desvalorização, especialmente em áreas que enfrentam problemas econômicos ou sociais ou que estejam mais suscetíveis a desastres naturais. Isso pode resultar em um patrimônio menor do que o esperado.
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Custos adicionais
Além das parcelas do financiamento, o comprador deve considerar outros custos associados à aquisição do imóvel, como taxas de escritura, ITBI (imposto de transmissão de bens imóveis), registro em cartório, seguro de financiamento e despesas com manutenção. Esses custos adicionais podem somar uma quantia significativa ao longo do tempo.
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Rigidez contratual
O contrato de financiamento imobiliário é bastante rígido, e qualquer atraso no pagamento das parcelas pode resultar em penalidades severas, incluindo a perda do imóvel. Isso exige um planejamento financeiro rigoroso e a capacidade de lidar com imprevistos.
Como tomar a melhor decisão?
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Avalie sua capacidade financeira
Antes de decidir financiar um imóvel, avalie sua capacidade financeira com realismo. Considere ter uma reserva de emergência, além de avaliar bem as despesas fixas e variáveis, e quanto você pode arcar mensalmente sem comprometer seu padrão de vida. Tente visualizar os possíveis cenários que poderão surgir em sua vida nos próximos 10, 15, 20 ou 30 anos, e que poderão impactar sua vida financeira.
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Compare taxas de juros
Pesquise e compare as taxas de juros oferecidas por diferentes instituições financeiras. Pequenas diferenças nas taxas de juros podem resultar em economias significativas ao longo do prazo do financiamento. Se for o caso de já estar em um financiamento, faça pesquisas para saber se alguma instituição está oferecendo taxas melhores que a do seu financiamento atual. Isso permitirá que você possa solicitará a portabilidade do seu financiamento com uma pagando menos juros.
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Considere a possibilidade de amortização
Verifique se você tem a viabilidade de amortizar parte do saldo devedor ao longo do tempo, utilizando recursos extras, como o 13º salário, bônus ou economias. A amortização pode reduzir o valor total pago e encurtar o prazo do financiamento.
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Avalie a localização do imóvel
A localização do imóvel é um fator crucial para sua possível valorização futura. Prefira imóveis em áreas com boa infraestrutura, próximo às paradas de ônibus e estações de metrô e com potencial de crescimento econômico, tendo em vista que localização impacta não só na valorização, mas diretamente na qualidade de vida dos moradores.
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Utilize simuladores de financiamento
Utilize simuladores de financiamento disponibilizados por bancos e instituições financeiras para ter uma ideia clara do valor das parcelas, taxas de juros e outras condições do contrato. Isso ajuda na análise inicial para tomar a decisão mais assertiva possível.
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Consulte um especialista
Considere consultar um especialista em finanças para obter orientação personalizada. Um profissional pode ajudar a avaliar as opções de financiamento, identificar oportunidades de mercado e evitar armadilhas contratuais, além de poder lhe apresentar cenários que você pode não ter vislumbrado quando tomou a decisão de adquirir o imóvel.
Quando financiar um imóvel vale a pena?
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Necessidade imediata de moradia
Se você precisa de um lugar para morar imediatamente e não tem tempo ou recursos para economizar o valor total, o financiamento pode ser uma alternativa. Isso é muito relevante para famílias que desejam sair do aluguel e ter uma moradia estável.
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Mercado imobiliário favorável
Quando as taxas de juros estão baixas e o mercado imobiliário apresenta boas oportunidades, financiar um imóvel pode ser uma decisão inteligente. Aproveitar condições de financiamento favoráveis pode resultar em economias significativas a longo prazo.
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Planejamento de longo prazo
Se você tem um planejamento financeiro sólido e capacidade de lidar com um compromisso de longo prazo, o financiamento pode ser uma maneira eficaz de adquirir um patrimônio valioso e estabilizar o custo fixo da despesa com maradia. Como as prestações de um financiamento tendem a ser fixas ou decrescentes, essa parte do seu orçamentofica estabilizada. Diferentemente de quando você está pagando aluguel, o qual tende a ser corrigo anualmente pela inflação. Logo, ao invés de pagar aluguel corrigido, o seu imóvel financiado estará, até certo ponto, sendo corrigo pela inflação ao longo do tempo.
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Uso do FGTS
Para quem tem saldo no FGTS, utilizá-lo para abater o saldo devedor ou pagar parcelas do financiamento pode tornar a compra do imóvel mais viável e econômica.
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Portabilidade do Financiamento
Se a situação econômica der uma melhorada e as taxas de juros do financiamento diminuírem, existe a possibilidade de você efetuar a portabilidade do seu financiamento. O que isso quer dizer? Se as taxas oferecidas atualmente estão menores do que a que você está pagando, você pode solicitar a transferência do seu financiamento. Dessa maneira, voce pode se dirigir a uma instituição que aceite “comprar” seu financiamento, oferecendo uma taxa de juros menor. Isso diminuirá os custos do seu financiamento e a instituição compradora terá um novo cliente pagando juros a ela.
Conclusão
Pagar juros é semrpe pior do que receber juros. Porém, fanaciar um imóvel pode valer a pena, desde que a decisão seja tomada com base em uma análise cuidadosa e realista de sua situação financeira e objetivos de longo prazo. Avalie os prós e contras, compare as opções de financiamento disponíveis e considere consultar um especialista para tomar a melhor decisão. Fique atento à possibilidade de fazer portabilidade e efetuar amortizações. Com planejamento e disciplina, o financiamento imobiliário pode ser uma ferramenta poderosa para realizar o sonho da casa própria e construir um patrimônio sólido para o futuro.
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