Como sobreviver no mercado em momentos de turbulência?
Como sobreviver no mercado em momentos de turbulência?

Como sobreviver no mercado em momentos de turbulência?
Se tem uma coisa que define o mercado financeiro, é a sua imprevisibilidade. Um dia, tudo está em alta, otimismo por todos os lados. No outro, basta uma notícia negativa para os investidores entrarem em pânico e os preços dos ativos despencaram. A questão é: como sobreviver no mercado em momentos de turbulência sem comprometer seus investimentos – e sem perder a cabeça no processo? A resposta está na mentalidade, preparo e estratégia.
Para quem investe pensando no longo prazo, esses períodos de turbulência não precisam ser motivo de desespero. Na verdade, podem até se transformar em oportunidades.
Volatilidade faz parte do jogo
Antes de mais nada, é essencial aceitar que oscilações fazem parte do mercado. Quedas bruscas podem assustar, mas raramente afetam os fundamentos de bons ativos. O erro mais comum dos investidores é tomar decisões movidas pelo medo. Quando o mercado está em pânico, muitos vendem seus investimentos sem um motivo racional, apenas porque veem os preços caindo.
O investidor que possui resiliência, por outro lado, age de forma contrária. Ele entende que o valor real de uma empresa não muda de um dia para o outro só porque as manchetes dizem que “a bolsa está derretendo”. Essa maneira de pensar faz toda a diferença, porque evita que decisões precipitadas resultem em perdas desnecessárias.
Escolher bons ativos faz toda a diferença
Se tem algo que pode ajudar a enfrentar crises de mercado, é um portfólio bem construído. Investir em empresas com fundamentos sólidos, histórico de bons resultados, governança eficiente e boas perspectivas futuras é como construir uma casa sobre uma base firme. Essas companhias costumam resistir melhor às turbulências e se recuperar mais rápido depois que o pior passa.
No entanto, não basta escolher boas empresas – o preço de compra também importa. Pagar caro por um ativo, mesmo que ele seja excelente, pode prejudicar o retorno no longo prazo. Por isso, ter paciência para esperar boas oportunidades de entrada é fundamental.
Crises podem ser oportunidades disfarçadas
É normal que, em momentos de crise, o mercado reaja de forma exagerada. Quando isso acontece, até empresas sólidas podem ser negociadas por preços abaixo do que realmente valem. Para o investidor que para e pensa, é possível enxergar além do pânico, entendendo que esse é o momento de agir.
Mas isso exige uma análise cuidadosa. Nem toda ação em queda é uma oportunidade – algumas empresas podem estar enfrentando dificuldades reais. Mas, se você identifica um ativo de qualidade sendo negociado com um grande desconto, pode ser a chance perfeita para reforçar sua posição.
Diversificação: a melhor proteção contra crises
Outra forma de atravessar períodos turbulentos sem grandes perdas é ter um portfólio diversificado. Isso significa criar uma carteira de investimentos com diferentes classes de ativos, em setores diferentes e, também, em mercados internacionais. Dessa forma, mesmo que um segmento sofra mais em determinado momento, outros podem compensar as perdas.
Além da diversificação, é importantíssimo que sua carteira esteja alinhada com seu perfil de investidor e seus objetivos de longo prazo. Se você não tolera grandes oscilações, faz sentido ter uma parcela maior em ativos mais estáveis, como a renda fixa. Se busca retornos mais agressivos, pode aceitar um pouco mais de risco em renda variável, como ações e fundos imobiliários. O importante é encontrar um equilíbrio que permita dormir tranquilo, mesmo quando o mercado está caótico.
O poder da paciência e dos juros compostos
Em um mundo onde todo mundo quer resultados rápidos, paciência pode parecer não fazer sentido. Mas no mercado financeiro, ela é uma das armas mais poderosas para o investidor.
Quem investe com disciplina e mantém a calma em momentos difíceis tende a colher os frutos do longo prazo. Os juros compostos fazem o resto do trabalho: com o tempo, os pequenos ganhos acumulados se transformam em resultados expressivos, uma verdadeira bola de neve.
O mercado sempre se recupera
A história já provou inúmeras vezes que crises vêm e vão, mas o mercado, como um todo, sempre encontra um caminho para se recuperar. O segredo para atravessar esses momentos é manter a calma, confiar nos fundamentos e aproveitar as oportunidades escondidas no caos.
Os grandes investidores não se formam nos dias tranquilos – são os períodos de turbulência que moldam aqueles que realmente prosperam no mercado.
Como diz Morgan Housel, em seu livro “A Psicologia Financeira”: “Uma boa definição de gênio investidor é a pessoa capaz de tomar uma decisão mediana enquanto todos ao seu redor estão enlouquecendo. Então, em vez de temer as crises, aprenda a usá-las a seu favor.
E você, como lida com momentos de incerteza no mercado? Compartilhe suas estratégias nos comentários!
Previdência privada vale a pena? (Parte 2)

Na primeira parte deste artigo, abordamos os conceitos fundamentais da previdência privada, as diferenças entre PGBL e VGBL, além dos regimes de tributação. Agora vamos nos aprofundar nos custos envolvidos, nas vantagens e desvantagens desse investimento e nas recentes mudanças na legislação que impactam diretamente os investidores.
As taxas da previdência privada
Antes de optar por qualquer tipo de plano de previdência, é fundamental saber quais são as taxas cobradas pelos bancos ou seguradoras. Existem três tipos de cobranças:
Taxa de administração: é o custo da gestão do fundo. A incidência é sobre o patrimônio total do fundo. Devido ao alto impacto na rentabilidade de qualquer fundo, o ideal é encontrar um fundo que ofereça a menor taxa possível. Essa taxa costuma variar de 0,5% até mais de 3% ao ano.
Taxa de carregamento: é um desconto em cada contribuição realizada, ou seja, mensalmente. Em alguns casos, pode chegar até 3%. Caso você aplique R$ 2 mil e a taxa seja de 2%, será aplicado um desconto de R$ 40 e, assim, o total da contribuição será de R$ 1.960. Alguns bancos isentam o consumidor dessa taxa caso a aplicação seja de um valor alto.
Taxa de saída: trata-se de um percentual descontado quando há a retirada antecipada dos recursos. No entanto, essa cobrança só ocorre caso haja movimentação nos primeiros anos da aplicação. Em geral, os planos de previdência impõem prazos de carência. Após esse período, já não há cobrança de taxas de saída.
É importante que o investidor busque sempre as menores taxas possíveis para garantir uma rentabilidade maior no futuro. Em princípio, uma taxa de 2% pode parecer pequena, mas no longo prazo, de 10 anos ou mais, provavelmente consumirá grande parte da lucratividade. Por isso, é sempre bom pesquisar as condições disponíveis em cada instituição financeira a que tiver melhor custo benefício. Assim, não adianta o fundo ter baixo custo e ter uma rentabilidade abaixo da média.
Caso você não esteja satisfeito com as taxas cobradas em seu plano de previdência privada, uma alternativa é fazer a portabilidade. Essa migração pode ser feita para um fundo mais barato da mesma instituição ou, então, para outro banco. Para que isso aconteça, basta o investidor procurar a instituição para a qual deseja migrar seu plano e solicitar a mudança. Logo após a apresentação de todos os documentos, a operação é finaliza sem muitos problemas, não havendo a necessidade de resgate e pagar impostos.
Vantagens e desvantagens da previdência privada
Assim como em qualquer investimento, considerando características de investidores e objetivos, teremos vantagens e desvantagens na previdência privada.
Vantagens:
Gestão profissional do capital aplicado: a previdência privada é ligada a um banco ou a uma seguradora. Assim, um gestor profissional acompanha o desempenho dessa aplicação e faz a alocação do capital, procurando por oportunidades mais adequadas.
Incentivo a poupar: a previdência privada costuma ser um plano de investimento que incentiva o contribuinte a poupar, pois muitos planos podem ter débito automático em conta, o que auxilia o investidor a criar o hábito de investir.
Portabilidade: caso você não esteja satisfeito com os resultados do investimento, é possível migrar para outra instituição sem precisar resgatar o valor e pagar imposto de renda.
Desvantagens:
Altas taxas cobradas: a maioria dos planos de previdência brasileiros, presentes nos grandes bancos (BB, Santander, Itaú, Bradeso e Caixa), cobram taxas administrativas, de carregamento e de saída, que podem reduzir a rentabilidade ao longo dos anos. Mas com o surgimento das fintechs (Nubank, C6, Banco Inter, por exemplo), os grandes bancos têm lançado produtos com taxas menores, para concorrer com os produtos lançados pelas instituições menores, que visam cobrar um menor custo para o cliente.
Baixa liquidez: a existência de carência para resgate pode ser um problema para quem precisa do dinheiro antes do prazo estabelecido.
Nova Lei da previdência complementar: mudanças na tributação
Recentemente, foi sancionada a Lei 14.803, no início de janeiro de 2024, que permite aos participantes de planos de previdência complementar escolherem o regime de tributação no momento do resgate dos benefícios.
Antes dessa mudança, ao aderir a um plano de previdência complementar, o investidor precisava escolher a modalidade (PGBL ou VGBL) e o regime de tributação (Progressivo ou Regressivo). Essa escolha era definitiva e deveria ser feita até o último dia útil do mês seguinte ao ingresso no plano. Por isso, o problema dessa exigência era a dificuldade em prever quanto e quando o investidor precisaria resgatar o recurso, tornando a decisão um verdadeiro jogo de probabilidades e estimativas.
Agora, com a mudança recente, o investidor poderá escolher o modelo de tributação no momento do resgate dos benefícios. Essa mudança foi extremamente benéfica, pois permite uma decisão mais certeira. Porém a escolha do regime tributário depende de vários fatores, como o tempo de aplicação do dinheiro e o montante a ser resgatado. Com a possibilidade de decidir na hora do resgate, os beneficiários terão mais controle sobre sua carga tributária, podendo optar pelo regime mais vantajoso para sua realidade financeira no momento da aposentadoria.
Isso proporciona uma tributação mais justa e alinhada com o momento e capacidade contributiva do investidor, o que garante maior flexibilidade e previsibilidade financeira.
Considerações Finais
A previdência privada pode ser uma excelente alternativa para quem deseja complementar a aposentadoria ou investir no longo prazo, mas exige atenção especial às taxas cobradas, ao tipo de plano escolhido e à gestão do fundo. Dessa forma, com a mudança mais recente na legislação, a escolha do regime de tributação ficou mais flexível. Isso permite que os investidores tomem decisões mais inteligentes e estratégicas no momento do resgate.
Se você deseja garantir uma aposentadoria mais segura e bem planejada, estude bem as opções disponíveis no mercado, compare as taxas e escolha um fundo que atenda às suas necessidades. E se você ainda não conferiu a primeira parte deste artigo, volte lá para entender melhor os fundamentos da previdência privada e como ela pode se encaixar no seu planejamento financeiro.
Previdência privada vale a pena?

A previdência privada é um tipo de investimento pensado para o longo prazo e tem como principal função complementar a aposentadoria seja pública, oferecida pelo INSS, ou privada, dos fundos fechados de previdência. Ao contrário do que muitos pensam, ela não tem qualquer relação direta com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sendo fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Apesar de ser conhecida como um plano de aposentadoria, a previdência privada não serve apenas para isso. Na prática, trata-se de um investimento de longo prazo, que permite acumular um patrimônio ao longo dos anos para diversas finalidades.
Para trazer um panorama completo sobre o tema, este artigo será terá duas partes. Nessa primeira parte, vamos explorar os conceitos básicos, os tipos de previdência e a tributação envolvida. Vamos lá!
Leia mais: Previdência privada vale a pena? (Parte 2)
Como funciona a previdência privada?
O funcionamento da previdência privada é simples: o investidor faz aportes periódicos, normalmente mensais, e esses valores são aplicados pelo gestor do plano. Ao final do prazo estabelecido, o investidor pode resgatar o valor acumulado da forma que preferir: de uma só vez ou em parcelas mensais.
Podemos dividir o processo da previdência privada em duas fases:
Fase de Acumulação: é o período em que você faz os aportes e constrói o seu patrimônio. Quanto mais investir, maior será o montante acumulado.
Fase de Usufruto: é quando você começa a sacar o dinheiro acumulado. Nessa fase, os aportes cessam e você passa a usufruir do patrimônio construído ao longo dos anos.
Um ponto importante: é possível escolher o valor e a periodicidade da contribuição. Também há opção de resgate antecipado, mas isso pode implicar na incidência de taxas e tributação maiores, como veremos posteriormente.
Tipos de planos de previdência privada
Existem dois tipos de previdência privada: os planos abertos e os fechados.
Planos abertos: podem ser contratados por qualquer pessoa e são oferecidos por instituições financeiras. São fiscalizados pela Susep.
Planos fechados (fundos de pensão): são criados por empresas ou entidades para seus funcionários ou associados. A fiscalização fica por conta da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar). Um grande exemplo desse tipo de fundo é a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI).
A previdência privada é um bom investimento?
A resposta depende dos seus objetivos financeiros. A previdência privada pode ser vantajosa para quem deseja uma reserva de longo prazo com vantagens fiscais e diversificação de investimentos. No entanto, algumas instituições oferecem planos com altas taxas de administração e baixa rentabilidade, o que pode comprometer os ganhos.
Para evitar armadilhas, é importantíssimo entender a diferença entre fundos de previdência e planos de previdência:
Planos de previdência: são os produtos vendidos por instituições financeiras, estruturados para garantir uma renda futura.
Fundos de previdência: são os veículos de investimento onde o dinheiro é efetivamente aplicado. O gestor decide onde investir os recursos, buscando rentabilidade para o investidor.
Tipos de planos: PGBL x VGBL
A escolha entre PGBL e VGBL depende da sua situação fiscal:
PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): indicado para quem faz a declaração completa do IR. Permite deduzir até 12% da renda tributável. Ao fazer isso, o investidor amentará a sua restituição do imposto de renda, obtendo de voltar até 27,5% do valor aplicado, a depender da faixa de tributação em que se encontra. Mas no resgate o imposto incidirá sobre sobre o valor total, principal mais rendimentos.
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): recomendado para quem faz a declaração simplificada. Mas ele não permite dedução no IR, mas o imposto no resgate incide apenas sobre os rendimentos. Indicado principalmente para quem espera receber de aposentadoria um valor abaixo do último nível de tributação da tabela progressiva de IR.
Tributação na previdência privada
Você também precisará escolher entre duas tabelas de tributação no momento do resgate:
Tabela Progressiva: segue as alíquotas do IR sobre a renda. Quanto maior o valor resgatado, maior a tributação, podendo chegar a 27,5%.

Tabela Progressiva de IR
Tabela Regressiva: reduz a alíquota conforme o tempo de investimento. Começa em 35% (para resgates com menos de 2 anos) e pode chegar a 10% (para investimentos mantidos por mais de 10 anos).

Tabela Regressiva de IR
Onde os fundos de previdência investem?
A rentabilidade do seu plano depende dos ativos onde os recursos são aplicados. Os fundos de previdência podem ser:
Renda fixa: investem em títulos públicos e privados de baixo risco.
Balanceados: combinam renda fixa e ações, equilibrando risco e retorno.
Multimercado: diversificam entre várias classes de ativos, buscando maior rentabilidade.
Ações: investem majoritariamente em renda variável, buscando retornos mais altos.
Conclusão
A previdência privada pode ser uma excelente ferramenta para quem busca segurança financeira no futuro, mas exige planejamento. Mas antes de contratar um plano, é fundamental comparar taxas, verificar a rentabilidade dos fundos e escolher a melhor tributação para o seu perfil. Nesse sentido, na parte 2 vamos abordar os custos de se investir em previdência privada.
Se você quer se preparar para o futuro, mas não sabe por onde começar, avalie bem as opções e, se precisar, procure um especialista para ajudar na decisão!
Tesouro renda+ vale a pena?

Tesouro Renda+: O jeito descomplicado de investir na sua aposentadoria
Planejar a aposentadoria é um desafio para muita gente, e o Tesouro Renda+ chegou para facilitar essa missão. Esse é um dos produtos mais recentes do Tesouro Direto e foi criado para quem quer garantir uma renda complementar no futuro sem ter que administrar tudo sozinho. Diferente de outros títulos, como o Tesouro IPCA+ ou o Tesouro Selic, ele não só protege o seu dinheiro da inflação calculada pelo Governo, mas também transforma seus investimentos em uma renda mensal programada no momento do resgate. Bora entender melhor como isso funciona e se o tesouro renda+ vale a pena?
O que é e como funciona o Tesouro Renda+?
Pensa nele como um plano de aposentadoria público e sem burocracia. Durante a fase de acumulação, você compra os títulos regularmente e, no futuro, recebe uma renda mensal durante 20 anos. Ou seja, ao invés de juntar dinheiro e depois ter que se preocupar com saques e gestão de capital, o Tesouro faz isso automaticamente para você, garantindo previsibilidade e segurança.
Os 5 princípios do Tesouro Renda+
O Tesouro Renda+ foi baseado em um estudo do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Robert C. Merton, e segue cinco princípios básicos para ser um produto acessível e eficiente. Eles são chamados de S.U.P.E.R.:
- Simples: Fluxo de compra descomplicado e investimento acessível.
- Universal: Qualquer pessoa pode investir.
- Portável: Não está vinculado a nenhuma instituição específica, o título é seu.
- Eficiente: Retorno competitivo comparado a outras opções do mercado.
- Regulado: Produto seguro e supervisionado pelo governo.
Exemplo prático: Como seria investir no Tesouro Renda+?
A ideia do Tesouro Renda+ é parecida com um plano de previdência do tipo benefício definido. Durante a fase de acumulação, o investidor compra o título regularmente, formando um saldo que, no futuro, resultará em uma renda mensal por um período de 20 anos.
Dessa forma, vamos imaginar um investidor de 35 anos que quer se aposentar aos 70 e escolhe o título com vencimento em 2060. Se ele investir R$ 500 por mês, esse dinheiro será corrigido pela inflação e também contará com uma taxa de juros real definida no momento da compra de cada título. Assim, quando atingir a idade planejada, começará a receber um valor mensal por 20 anos, garantindo mais tranquilidade na aposentadoria.
No site do tesouro direto é possível fazer simulações e ver qual o título ideal para o seu caso, com base na sua idade, renda extra que deseja e quanto você tem para investir.
Os diferentes vencimentos do Tesouro Renda+
O Tesouro Renda+ oferece vários prazos de vencimento, para que você escolha aquele que faz mais sentido para seu planejamento. Os vencimentos seguem a lógica de aposentadoria programada, com opções para 2030, 2035, 2040 e assim por diante. Quando chega a data escolhida, o valor investido é convertido automaticamente em pagamentos mensais.
As vantagens do Tesouro Renda+
- Previsibilidade: Diferente de fundos de previdência ou investimentos em dividendos, aqui você sabe exatamente quanto vai receber no futuro.
- Segurança: O Tesouro Nacional garante o pagamento, diferente de ações ou fundos que podem oscilar.
- Baixos custos: A taxa de custódia da B3 é regressiva e pode chegar a zero, dependendo do saldo acumulado.
- Liquidez: Se precisar do dinheiro antes, é possível vender o título, mas é importante ficar de olho na taxa do mercado para não sair no prejuízo.
E os custos? Vale a pena ficar de olho!
Como o Tesouro Renda+ é um título de longo prazo, é sempre bom prestar atenção nos custos. A taxa de custódia da B3 começa em 0,50% ao ano, mas pode chegar a zero no vencimento do título, dependendo do saldo acumulado.

Fonte: Tesouro Direto
Um detalhe interessante é que investidores que recebem até seis salários mínimos mensais pelo Tesouro Renda+ não pagam taxa de custódia. Caso esse valor ultrapasse essa faixa, haverá uma taxa de 0,10% ao ano sobre o excedente. Isso significa que, para a maioria dos investidores, os custos serão baixos.
Tem alguma pegadinha?
Não exatamente, mas é importante saber que o Tesouro Renda+ é um investimento de longo prazo. Resgatar antes do vencimento pode te fazer perder dinheiro se os juros do mercado estiverem mais altos do que quando você comprou o título. Além disso, o fluxo de renda é fixo por 20 anos, o que significa que você não terá um montante para movimentar livremente depois da aposentadoria.
Tesouro Renda+ ou outras opções de renda passiva?
Muita gente compara o Tesouro Renda+ com dividendos de ações ou fundos imobiliários, mas a ideia aqui é diferente. Enquanto dividendos podem oscilar e depender de resultados de empresas, o Tesouro garante um fluxo de renda previsível. O ideal é combinar diferentes estratégias para diversificar sua aposentadoria e garantir mais segurança.
Vale a pena investir no Tesouro Renda+?
Se você quer um complemento previsível e seguro para sua aposentadoria, o Tesouro Renda+ vale a pena para você. Mas, como qualquer investimento, o ideal é avaliar seus objetivos e considerar outras formas de renda passiva para manter um bom equilíbrio entre segurança e flexibilidade.
Que tal começar a planejar seu futuro agora? Quanto antes você investir, maior será o impacto dos juros compostos na sua aposentadoria!
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